Quatro países (Portugal, Espanha, França e Alemanha) vão pedir a Bruxelas regulamentação semelhante para os 27 da União Europeia no uso de carregadores de baterias. Querem acelerar a «mobilidade eléctrica».
Clamam em uníssono: «O veículo eléctrico precisa de ser colocado no centro das perspectivas de desenvolvimento e competitividade, fazendo a ponte entre investigação, inovação, desenvolvimento industrial e sustentabilidade».
Por coincindência ou não, três dos quatro países subscritores desta Declaração Conjuntasão são dos maiores produtores de energias renováveis da UE e o outro é o país da UE com o maior potencial de produção de origem eólica (onshore) e o maior produtor de electricidade de fonte nuclear.
A conclusão é simples: o crescimento das energias renováveis passa necessariamente pela introdução dos carros eléctricos: para possibilitar a rentabilidade dos investimentos feitos e a fazer nas energias renováveis e para fazer diminuir a dependência energética de combustíveis fósseis da UE. Em Portugal, o consumo de combustíveis fósseis (gasolinas e gasóleos) é responsável pela maior parte do petróleo importado.
Mas se o futuro das energias renováveis passa pelo carro eléctrico será que o carro eléctrico, tal como o conhecemos hoje, é o futuro?
Enquanto a autonomia das baterias for de 140-160 kms (para ir de Lisboa ao Porto é necessário parar 30 minutos para carregar 80% da bateria), o carro eléctrico terá um futuro cada vez menos presente.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Carros eléctricos movidos a pilhas de hidrogénio
A revolução do hidrogénio vem aí
Num futuro não muito longínquo será comum ver carros com motores eléctricos movidos a pilhas de hidrogénio, produzido a partir de fontes renováveis. As pilhas de lítio têm os dias contados em virtude da sua fraca performance e da necessidade da sua substituição ao fim de algumas recargas.
A produção de hidrogénio a partir de combustíveis fósseis é um contra senso ambiental, economicamente insustentável, pelo que, quando a tecnologia dos carros a pilhas de hidrogénio estiver mais avançada e disseminada de modo torná-los competitivos com os carros movidos a combustíveis fósseis, justifica-se a construção de grandes fábricas para produção de hidrogénio nas horas de vazio das eólicas em que o preço de mercado do MW é mais baixo.
Os principais fabricantes de automóveis afirmam que o futuro está nos carros híbridos a hidrogénio ou com motores 100% a hidrogénio. Pensam desenvolver e vender, a partir de 2015, carros a hidrogénio: a BMW, a Mazda, a Daimler, a Renault-Nissan, a Honda, a Toyota, as sul-coreanas Hyundai e KIA, a Ford, a GM e a sua filial Opel.
Num futuro não muito longínquo será comum ver carros com motores eléctricos movidos a pilhas de hidrogénio, produzido a partir de fontes renováveis. As pilhas de lítio têm os dias contados em virtude da sua fraca performance e da necessidade da sua substituição ao fim de algumas recargas.
A produção de hidrogénio a partir de combustíveis fósseis é um contra senso ambiental, economicamente insustentável, pelo que, quando a tecnologia dos carros a pilhas de hidrogénio estiver mais avançada e disseminada de modo torná-los competitivos com os carros movidos a combustíveis fósseis, justifica-se a construção de grandes fábricas para produção de hidrogénio nas horas de vazio das eólicas em que o preço de mercado do MW é mais baixo.
Os principais fabricantes de automóveis afirmam que o futuro está nos carros híbridos a hidrogénio ou com motores 100% a hidrogénio. Pensam desenvolver e vender, a partir de 2015, carros a hidrogénio: a BMW, a Mazda, a Daimler, a Renault-Nissan, a Honda, a Toyota, as sul-coreanas Hyundai e KIA, a Ford, a GM e a sua filial Opel.
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