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sábado, 29 de maio de 2010

Mar do Norte - a Arábia Saudita das Energias Renováveis

A exploração de um terço dos recursos marinhos (offshore)  em energias renováveis das  águas territoriais inglesas  do Mar do Norte, especialmente em energia eólica, é equivalente à energia gerada pela queima de 1.000 milhões de barris de petróleo por ano. Com a redução de 1.100 milhões de toneladas de emissões de CO2 (de 2010  a  2050).

A exploração de um terço desses  recursos tornaria a Grâ Bretanha exportadora líquida de electicidade (explorando apenas as energias renováveis do Mar do Norte). A potência actual instalada  ronda os 150 GW contra  169 GW de potência instalada alcançada.

Energia eléctrica a partir de fontes renováveis em Portugal

A produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis cresceu 78 por cento no primeiro trimestre de 2010 em relação a período homólogo de 2009, de acordo com a Direcção-Geral de Energia e Geologia.

O total de potência instalada de energias renováveis em Portugal atingiu, em Março,  9229 MW. O objectivo é atingir 20.000 MW, em 2020.

A energia hídrica e eólica foram as que mais contribuíram para este aumento. Em relação a Março de 2009, a produção hídrica de Março deste ano subiu 175 por cento.

Quanto à eólica, sobretudo devido ao forte vento que se fez sentir, houve um acréscimo de 57 por cento neste primeiro trimeste, em relação a período homólogo do ano passado.

A biomassa sem cogeração e a microprodução também registaram aumentos significativos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

As energias renováveis e os carros eléctricos

Quatro países (Portugal, Espanha, França e Alemanha)  vão pedir a Bruxelas regulamentação semelhante para os 27 da União Europeia no uso de carregadores de baterias. Querem acelerar a «mobilidade eléctrica».

Clamam em uníssono: «O veículo eléctrico precisa de ser colocado no centro das perspectivas de desenvolvimento e competitividade, fazendo a ponte entre investigação, inovação, desenvolvimento industrial e sustentabilidade».

Por coincindência ou não, três dos quatro países subscritores desta Declaração Conjuntasão são dos maiores produtores de energias renováveis da UE e o outro é o país da UE com o maior potencial de produção de origem eólica (onshore) e o maior produtor de electricidade de fonte nuclear.
 
A conclusão é simples: o crescimento das energias renováveis passa necessariamente pela introdução dos carros eléctricos: para possibilitar a rentabilidade dos investimentos feitos e a fazer nas energias renováveis e para fazer diminuir a dependência energética de combustíveis fósseis da UE.  Em Portugal, o consumo de combustíveis fósseis (gasolinas e gasóleos) é responsável pela maior parte do petróleo importado.

Mas se o futuro das energias renováveis passa pelo carro eléctrico será  que  o carro eléctrico, tal como o conhecemos hoje,  é o futuro?

Enquanto a autonomia das baterias  for de 140-160 kms (para ir de Lisboa ao Porto é necessário parar 30 minutos para carregar 80% da bateria), o  carro eléctrico terá um futuro cada vez menos presente.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Gas natural renovável

Excelente forma da Europa se tornar menos dependente do gás natural russo

Cientistas do instituto alemão Fraunhofer descobriram uma forma simples  e útil de aproveitar a eletricidade excedentária produzida pelas eólicas ou pelo solar fotovoltaico  em horas  de vazio de consumo.

A  eletricidade que a rede elétrica não está em condições de absorver é utilizada para cindir os átomos de hidrogénio e de oxigénio da água (H2 + O) .

 Desta separação resultam os dois gases constituintes da água: hidrogénio e oxigénio. Então o  hidrogénio é transformado em gas metano, através de uma simples reacção químima com o dióxido de carbono.

O  metano nada mais é do que o gás natural produzido sinteticamente.

Captura-se o odioso dióxido de carbono nas instalações industriais poluidoras, evita-se o efeito de estufa e  ganha-se  maior independência energética. O melhor de três mundos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Custo das energias renováveis

EM 2015, A ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA E EÓLICA SERÃO COMPETITIVAS SEM SUBSÍDIOS DO ESTADO

Não é irrealista afirmar que, a partir de 2015, com a previsível alta dos preços do petróleo, as energias renováveis sejam competitivas, em termos de custos, com as energias fósseis (ciclo combinado, carvão ou petróleo). Espera-se, por isso, um boom de instalações solares fotovoltaicas domésticas, a partir de 2015, quando for mais barato produzir energia solar fotovoltaica, mesmo sem subsídios, do que comprá-la à rede eléctrica.

Solar fotovoltaica

Em Espanha (em Portugal os custos serão ligeiramente mais baixos), entre 2005 a 2008, o custo por megavátio (MW) instalado da energia solar fotovoltaica era de 6 a 10 milhões de Euros. Em 2009 e 2010, o custo baixou para 3 milhões de Euros por MW instalado. Prevê-se que os preços desçam cerca de 12% ao ano graças aos avanços tecnológicos e às economias de escala.

Eólica

Hoje em dia, o custo por MW instalado é de 1,2 milhões. Destes, 75% respeitam ao aerogerador e 25% a custos de instalação e construção civil. É previsível que com a concorrência da China e com a automação na fabricação dos componentes dos aerogeradores baixem ainda mais os preços destes.

A competitividade da energia eólica com os preços das energias de origem fóssil vai estar intimamente dependente do preço do petróleo. Actualmente, um parque eólico a funcionar 2.400 horas por ano será competitivo desde que o preço do petróleo atinja 160 UDS. Com preços do petróleo acima de 100 USD  a eólica será competitiva com outras fontes fósseis a partir de 2015.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nem sempre o que é demais é erro

Boutades do Senhor Engenheiro

«... Isto resulta, evidentemente, de já termos potência eólica instalada em excesso e de nada ter sido previsto técnica e regulamentarmente para a poder reduzir, sendo o país obrigado a pagá-la ao produtor à volta de 9 ç/kwh para a ter de deitar literalmente fora!» (Em 13 de Janeiro de 2010)

Como é, Senhor Engenheiro?
Umas vezes critica as eólicas por produzirem apenas 1/4 da sua  capacidade instalada (o que é mentira de acordo com os dados  disponibilizadois pela REN que certamente conhece) e outras vezes  lança um anátema contra as eólicas  por produzirem electricidade demais?
Quando é que produzir electricidade demais pode  ser ruinoso para o país?
E apela à regulmentação técnica ou administrativa para reduzir a potência eólica instalada ou a instalar da iniciativa dos  privados? Quer voltar à era do condicionamento industrial, é isso? Onde foi fácil aos Melos e aos Tenreiros crescerem?
Por acaso, já ouviu falar em mercado comum e  em livre circulação das pessoas, dos serviços, das mercadorias e dos capitais? Em que país vive Senhor Engenheiro?

Energias Renováveis em 2020

Inverdades do Senhor Engenheiro

«...  para alcançar a referida meta de 31% de origem renovável para todo o seu consumo energético, e extrapolando a proporção de 35% de electricidade para os 20% de toda a energia, Portugal terá de alcançar (em 2020) 55% de electricidade de origem renovável» 
« .... as renováveis actualmente existentes satisfarão 42.5% dele, os planeados 2200 MW de eólicas e hidroeléctricas associadas a construir adicionarão mais 9.5%, faltando ainda 3%» (Em 26/02/2010)

E não contabiliza os 1.500 MW do fotovoltaico (2.500 MW segundo a APREN)?
Onde foi desencantar os 2.200 MW das eólicas e hidroeléctricas associadas?

Segundo dados credíveis e incontestados da EDP (ver site), em 2020, a capacidade hidroeléctrica do país deverá rondar os 9.000 MW. A APREN aponta como possível uma capacidade fotovoltaica instalada, no final da próxima década, de 2.500 MW (1.500 MW segundo o Governo). E a eólica terá uma capacidade instalada de 8.500 MW.

O que perfaz 20.00 MW de capacidade instalada de energias  renováveis em 2020 (mais que duplicando a capacidade actual instalada de 8.005 MW). Ultrapassaremos, largamente, os 55% de electricidade de origem renovável com um crescimento moderado do consumo como se espera.

O fundamentalismo anti-renováveis do Senhor Engenheiro cegam-no.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O mundo deve estar louco

Que Portugal era um país louco, governado por gente louca,  delapidadora de dinheiros públicos, com investimentos economicamente desastrosos em energias  inviáveis, já nós  sabíamos.

Agora, que os países da  Ásia (no seu conjunto), que os países da Europa (no seu conjunto)  e que a América do Norte tenham adicionado às suas redes eléctricas, no ano de 2009,  um total de 37 GW de energia eólica, correspondente a 37 centrais nucleares de média potência, cometendo exactamente os mesmos erros que nós, isso não sabíamos.

E, pior ainda.  A potência eólica  mundial poderá passar dos 158,5 GW, instalados no final de 2009, para 409 GW, em 2014, ultrapassando a capacidade nuclear instalada.  O mundo deve estar louco: não presta a mínima atenção aos avisos  dos arautos da desgraça e não aprende com os erros  do passado.

O que faz rir no discurso  dos que defendem a opção nuclear é o facto de,  na sua opinião, o país precisar como de pão para a boca de uma grande  produtora  de energia barata . Mas depois gritam «aqui-d'el-rei» por as eólicas produzirem tanta energia nos dias de ventos fortes que provocam o back_up da rede eléctrica obrigando os ciclos combinados e o carvão a parar.

Desde quando produzir energia a custo zero, através das eólicas, evitando a queima  de  gas ou de  carvão ou de outro combustível fóssil nas centrais convencionais, pode ser economicamente desastroso? Criminoso, isso sim, é não existirem formas de  aproveitar essa  energia. Mas elas vão surgir. Tarde.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Carta Aberta ao Presidente da Comissão Europeia

Senhor Presidente da Comissão Europeia
Caro José Manuel Durão Barroso,

Não sei se as vozes dos trolhas chegam ao Palácio de Berlaymont (edifício sede da Comissão Europeia) mas em todo o modo, imitando o gesto de uma tal Jennifer, desempregada, que escreveu ao Presidente Obama e recebeu deste uma resposta personalizada e com uma bonita caligrafia, estou a escrever-te esta carta aberta (pois é impossível fechar o post dentro de um envelope).

Fomos colegas de escola. Convivemos. Pouco mas convivemos. Claro que tu sentavas-te nas filas da frente do amplo anfiteatro e eu  nas filas de trás. Por isso, eu sou trolha e tu Presidente da Comissão Europeia. Teias que a vida tece. Cada um é para o que nasce. Mas se és um homem realizado e feliz como Presidente da Comissão Europeia eu sou um homem realizado e feliz como trolha. VOILÁ!

A razão porque estou a escrever-te é a seguinte: diz-se por aí, mas se for mentira tu desmente, que a Comissão Europeia dá mais apoios, via orçamento comunitário, ao sector nuclear do que às energias renováveis, nomeadamente à eólica e à solar fotovoltaica.

Ora, o peso do nuclear na produção eléctrica está em franco declínio e as perspectivas futuras são no mesmo sentido (em 2008, a electricidade de fonte nuclear produzida no mundo era cerca de 16% do total e, em 2020, pensa-se que será inferior a 10% da produção mundial). Pelo contrário, o peso real das energias renováveis na produção total de electricidade tem vindo a aumentar de forma consistente nos últimos anos.

Não me parece lógico, justo e economicamente sustentável  a utilização de  recursos de todos nós (cidadãos europeus)  para apoiar mais a electricidade com sinal  menos e  menos a electricidade com sinal  mais. Mas pior do que isso seria a Comissão Europeia  ligar-se à terra e ficar  neutra.

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER! SEMPRE.
Um abraço, pá.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Energias Renováveis em 2020

No final de 2009, existiam 3 357 MW de capacidade eólica instalada em Portugal. No final da próxima década, a eólica poderá atingir os 8.500 MW de capacidade instalada.

Em 2020, a capacidade hidroeléctrica do país deverá rondar os 9.000 MW, produzindo (ano médio) 13,3 TWh/ano de produção líquida de bombagem

Aponta-se como possível uma capacidade fotovoltaica instalada, no final da próxima década, de 2.500 MW.

No total, as energias renováveis terão, em 2020, uma capacidade total instalada aproximada de 20.000 MW.

Actualmente, a capacidade instalada (eólica, hídrica e fotovoltaica) totaliza 8. 005 MW o que vale por dizer que irá mais do que duplicar até 2020. O consumo de electricidade terá, no mesmo período, um aumento cerca de 23% (a considerar um aumento anual de consumo de 2%).

Dados: REN e EDP

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aumento da potência & Aumento da produção

Sobre a sua indignaçã0 e acérrima oposição aos seis reforços de potência das centrais hidroeléctricas no âmbito do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico.

Diz o Senhor Engenheiro:
«Um reforço de potência não aumenta a energia hídrica de um rio».

Explicitando melhor:"Reforçar a potência" é aumentar a capacidade de turbinar a água, é pôr turbinas mais largas ou pôr mais turbinas, mas isso não aumenta a quantidade dessa mesma água e, portanto, não aumenta a energia que há nas albufeiras. Por conseguinte, um reforço de potência só aumenta a velocidade, a taxa a que se consegue turbinar a água, mas não a quantidade existente dessa água.

Sabe, por acaso, o Senhor Engenheiro que desde Novembro de 2009 até ao início de Abril de 2010 as comportas da barragem Crestuma/Lever estiveram quase ininterruptamente abertas e que, se em vez de 3 grupos de potência nominal (MW) 3x79,50 tivesse 6 grupos com a mesma potência nominal, teria produzido o dobro de electricidade nesse período de tempo?

E produzir mais pelo aumento da potência, embora em menos tempo, pode fazer toda a diferença.

Em todo o modo, as afirmações do Senhor Engenheiro, professor no IST, laboram em erro grosseiro na medida em que esquecem, propositadamente ou não, um dos factores de que depende a potência e a produção de energia de uma central hidroeléctrica: a altura, isto é, a queda útil do empreendimento. Já que a potência e a produção de energia de uma central hidroeléctrica dependem dos caudais ocorridos e da queda útil do empreendimento.

Ora, se as intervenções previstas para o reforço da potência das centrais hidroeléctricas ampliarem a queda útil do empreendimento, obter-se-á não só um aumento de potência como ainda uma aumento da produção de energia.

Não será, assim, Senhor Engenheiro?

Exceder o razoável


Diz o Senhor Engenheiro:
«A solução economicamente racional para compatibilizar as fontes intermitentes de energia eólica e solar com o consumo é só ter delas uma quantidade limitada».
E conclui dizendo:
«Não exceder o razoável que permita este funcionamento complementar é não ter mais que para aí uns 10%, 15% no máximo, do total de energia de origem eólica e solar!»

Devemos ser um país deveras singular. Nos primeiros dois meses do ano (2010), a energia do vento foi responsável por mais de 21% do consumo de electricidade em Portugal.

Sem apagões, explosões ou outras complicações.

Nuclear? Não, obrigado (2)

Sabia que:

- uma Central Nuclear mesmo parada continua a emitir radiações ?
- em funcionamento normal, uma Central Nuclear emite poluentes radioactivos gasosos, líquidos e sólidos ?
- a poluição térmica que provoca é superior em cerca de 40% à de uma térmica convencional de potência equivalente ?
- o combustível nuclear depois de utilizado é altamente radioactivo e que permanece activo (radioactivo) durante dezenas de milhares de anos?
- que o plutónio produzido por uma (uma única) Central Nuclear é suficiente para fabricar algumas bombas atómicas de potência equivalente às utilizadas em Hiroshima e Nagasaki?
- que os resíduos do funcionamento duma Central Nuclear precisam ser guardados durante 50.000 a 100.000 anos?

Nuclear? Não, obrigado

Os dados da REN (Redes Energéticas Nacionais) até Fevereiro mostram que cerca de 72% da energia consumida em Portugal Continental veio de fontes renováveis.

Nos primeiros dois meses do ano, a energia do vento foi responsável por mais de 21% da procura de electricidade em Portugal.

Nos primeiros dois meses deste ano, as grandes barragens asseguraram o fornecimento de 43,4% da electricidade consumida em Portugal.

O crescimento na geração hidroeléctrica acontece numa fase em que ainda não estão em operação as novas centrais. Está em marcha seis reforços de potência e a construção de 10 novas centrais hidroeléctricas, num investimento global que ultrapassa os 4,5 mil milhões de euros

As exportações de energia sobem de forma exponencial. As importações diminuem.

Nesta conjuntura quem ousa promover a opção nuclear para Portugal? Será que os 33 moscateiros estão a pensar rebentar com as barragens construídas (e com as contratualizadas) ou arrasar os parques eólicos?

Ler mais aqui

sábado, 3 de abril de 2010

DESONESTIDADE INTELECTUAL



«E, não obstante os enormes subsídios entretanto concedidos aos investimentos nas "novas energias renováveis", o total conjunto da rubrica "Eólica, Geotérmica e Fotovoltaica" em 2008 representou apenas 2,11 % do consumo total de energia primária em Portugal, tendo-se mantido a dependência energética em redor de 83 % ao longo dos últimos dez anos» (do Manifesto de 33 conhecidas PERSONALIDADES da vida económica, empresarial e académica portuguesa).

As auto-intituladas PERSONALIDADES baseiam os seus argumentos em dados desactualizados, alegando que são os únicos disponíveis e credíveis.

Por cada 100 Watt de electricidade consumidos em 2009, 15,03 Watt vieram do vento, um valor que eleva o país do terceiro para o segundo lugar mundial no contributo de energia eólica, atrás da Dinamarca e à frente da Espanha.








A eólica gerou, em 2008, 11% e, em  2009, 15% do consumo total de electricidade.

A maior parte da electricidade gerada nos dois primeiros meses do ano de 2010 (e também praticamente durante todo o mês de Março, para o qual ainda não há dados definitivos), teve origem em fontes renováveis com predominância da hídrica e da eólica (dados da REN)

AS 33 AUTO-INTITULADAS PERSONALIDADES VALEM ZERO DE CREDIBILIDADE

quarta-feira, 31 de março de 2010

D€S€SP€RO


Ex-ministros atacam aposta de Sócrates nas energias renováveis (querem discutir nuclear e vão pedir audiências ao Governo e ao Presidente da República)

Pode ser uma mera questão de fé. Mas alguém acredita na genuína preocupação de Miras Amarais, Pintos de Sá e outros que tais com o preço ao consumidor final da electricidade «et à cause de ça» na competitividade da nossa economia? Eu não acredito.

Um alto responsável ligado ao nuclear afirmou, recentemente: o retorno (leia-se lucros chorudos) para os promotores de uma central nuclear é tão grande que dá para comprar um 1.º Ministro.

Ora, se dá para comprar um 1.º Ministro no activo não dá para comprar meia dúzia de ex-ministros no inactivo?

O desespero destes senhores é compreensível. Pelo rumo que as coisas estão a seguir, dentro de meia dúzia de anos, com o crescimento exponencial previsível das energias renováveis (a termo solar e a fotovoltaica estão a dar os 1.ºs passos apesar do enoooooooooooorrrrrrrme potencial) já não se coloca a questão de saber se é ou não politicamente correcta a opção nuclear. Nessa altura, dado o previsível excesso quer da capacidade instalada quer da quantidade de energia eléctrica produzida, vai discutir-se, isso sim, a forma mais inteligente de optimizar os vários centros produtores através das designadas redes inteligentes.

A opção nuclear vai ser abolida das agendas políticas (mesmo destes políticos faz-de-conta que nos desgovernam).

Dêem condições concorrenciais aos vários players e promotores de energias renováveis que o custo da electricidade gerada a partir de fontes renováveis vai ser concorrencial com as outras fontes de energia.