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sábado, 1 de janeiro de 2011

D€S€SP€RO - Take III

Mira Amaral defende opção nuclear mas em parceria com Espanha

O antigo ministro da Energia e apoiante da energia nuclear, Luís Mira Amaral, defendeu hoje que a opção só faz sentido para Portugal desde que em parceria com Espanha, quer de mercado, quer no sistema de segurança da produção energética (Dinheiro Digital, em 14/12/2010)

O antigo ministro da Energia Luís Mira Amaral defendeu ontem uma paragem na incorporação de energia eólica na rede, afirmando que os sobrecustos desta fonte energética representam um novo aeroporto, e pediu ao PSD que levante a questão (Correio da Manhã, em 14/12/2010).

Alguém acredita na genuína preocupação dos Miras Amarais e outros que tais com os sobrecustos das energias renováveis?
Ou a preocupação deles é outra? Que interesses os movem?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Recusa da opção nuclear

O secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, reiterou hoje a posição do Governo de não considerar a energia nuclear para a estratégia do país, afirmando que "em 2020 mesmo com algumas centrais térmicas desactivadas não precisamos de inserir o nuclear".

"Penso que esta aposta que estamos a fazer dispensará o nuclear após 2020", disse Carlos Zorrinho na abertura do seminário "Mix energético", promovido pela Associação Portuguesa de Energia (APE) para debater em especial a energia nuclear.

Não é nada que já não tenha sido escrito neste blogue.

sábado, 29 de maio de 2010

Começou a guerra entre a eólica e o nuclear em Espanha

A Espanha decidiu, contrariamente às promessas eleitorais de Zapatero, prorrogar a vida útil da conhecida Central Nuclear de Almaraz (CNA), situada em Cáceres nas margens do nosso rio Tejo e, por isso, fonte de grande preocupação para Portugal .

A licença de explorarão da CNA termina no próximo dia 8 de Junho. As organizações ecologistas Adenex e Greenpeace manifestaram publicamente a sua revolta pela prorrogação da vida útil da central. Na sua opinião, a electricidade gerada pela Central Nuclear de Almaraz é absolutamente desnecessária para a região onde está situada e para Espanha, que tem já potência instalada de fontes tradicionais e renováveis mais do que suficiente para satisfazer as necessidades do país.

Além disso, a CNA está velha e apresenta com demasiada frequência problemas inesperados, considerados muito perigosos, na opinião daquelas organizações ambientalistas. E dizem mais. O Conselho de Segurança Nuclear (CSN) tem escondido da opinião pública estes dados como já é sua tradição.

A decisão tomada pelo governo espanhol é rigorosamente política e não técnica ou económica e reflecte o peso do lóby nuclear no governo de Zapatero, cujo representante máximo é o Ministro da Industria, Turismo e Comércio, Miguel Sebastián.

Actualmente, já existe em Espanha um tal excesso de potência eléctrica instalada que é possível encerrar todas as centrais nucleares do país. Este excesso está a obrigar a Rede Eléctrica Espanhola (REE) a mandar suspender a produção de energia a partir de fontes renováveis, a custo zero, para manter em funcionamento as centrais nucleares dada a sua reduzida flexibilidade para se adaptarem às variações da procura.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Reactores nucleares de 3.ª geração

Sabia que:
  1. O multimilionário Bill Gates e a Toshiba estão em conversações para a criação de um reactor nuclear de quarta geração (mais seguros, mais eficientes e com muito menos emissões de elementos radioactivos) a funcionar com combustível de urânio empobrecido?
  2. Os EUA  não constroem um novo reactor nuclear para produção de electricidade  há 30 anos?
O Bill Gates, que é um gajo inteligente, não acredita nos reactores nucleares de 3.ª geração. Mas deposita enormes esperanças e  dinheiro nos reactores nucleares de 4.ª geração.

Será que o país do Tio Sam pensa da mesma forma e, por isso, esteve tantos anos sem construir novos reactores nucleares à espera dos reactores de 4.ª geração?

E porque razão querem os nossos nuclearistas ser mais papistas que o papa, manifestando-se e batendo-se  com armas (estudos e artigos de jornais ) e bagagens (dinheiro, dinheiro e dinheiro) pelos reactores de 3.ª geração?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Deficit tarifário na energia nuclear

Foi dado à EDF (Electricidade de França) um prazo de 5 anos para conseguir verbas para o desmantelamento de 58 reactores de água pressurizada em fim de vida por serem tecnicamente obsoletos. O custo total  foi estimado em 17 mil milhões de Euros, em 2008. No final de 2009, a EDF tinha em carteira acções e títulos no valor de 11,4 mil milhões de Euros para o efeito. Terá, até 2016, de encontrar a parte da verba em falta.

Vale isto por dizer que a EDF não aprovisionou convenientemente os custos de  desmantelamento e de descontaminação das centrais nucleares em fim de  vida.

Será que a energia nuclear, com fama e  proveito de ser uma fonte de energia barata,  padece igualmente de  deficit tarifário? Será que este sobrecusto vai ser repercutido nos preços da electricidade a ser paga pelos consumidores? Será por isso que a energia de fonte  nuclear (francesa)  já deixou de ser competitiva face à energia eléctrica espanhola?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

D€S€SP€RO

Machadada final no projecto da Central Nuclear

Já não há espaço para a energia nuclear em Portugal. Deixem de sonhar, líricos.

A janela de oportunidade do nuclear fechou-se. Com o aumento exponencial  esperado de energia gerada a partir de fontes renováveis nos próximos anos, deixa de fazer sentido, em termos de racionalidade económica, construir uma central nuclear em Portugal, antes de 2020.

Só para perceberem o que está em jogo, em 2011, a Central Termoeléctrica de Sines, a carvão e tecnologicamente obsoleta, que funciona actualmente como estabilizador de carga na rede e central de reserva, irá operar de forma intermitente, prevendo-se grandes períodos de paragens ao longo do ano.

Os promotores de uma Central Nuclear para Portugal alimentavam a secreta esperança de esta vir a susbstituir a central a carvão de Sines. Com a notícia do quase encerramento da Termoeléctrica de Sines por se mostrar desnecessária, a partir de 2011, é a machadada final no sonho nuclear.

Percebendo isso, os promotores do nuclear  já  clamam pelo encerramento dos ciclos combinados cada vez mais a funcionar como meros estabilizadores de carga na rede eléctrica.

Mas como podem pedir o encerramento dos ciclos combinados se estas são centrais recentes, tecnologicamente bem apretrechadas, competitivas em termos  de  custos de geração eléctrica, flexíveis e com contratos de Produção em Regime Especial com tarifa de compra garantida ? E os contratos são para se cumprir  - Pacta Sunt Servanda.

Além de que os níveis calculados de emissão de gases com efeito de estufa,  em termos de ciclo de vida, colocam uma central nuclear numa situação pior que uma central a gás natural.

Querem um conselho? Não gastem o vosso latim com a  discussão da opção nuclear para Portugal.

domingo, 18 de abril de 2010

Abrindo o jogo

Para viabilizar uma central nuclear em Portugal
  1. «(....) mitigar o risco de mercado por meio da protecção estatal (era mais uma Produção em Regime Especial com tarifa de compra garantida) e (...) bloqueio doutras autorizações por escassez de capacidade da rede».
  2. «(....) temos consciência do custo elevado do aparelho de segurança que é preciso montar e manter para gerir as centrais. (...) Fará todo o sentido, se quisermos ter o nuclear em Portugal, integrarmos-nos num aparelho de segurança ibérico»..
((Luís Mira Amaral, Professor Catedrático Convidado do IST, em 22/02/ 2006),

Isto é, abrigar-se no chapéu do Estado, através da venda garantida da energia produzida (a preços financeiramente interessantes), arrumar as renováveis para um canto e a  segurança e monitorização da futura central nuclear feita por espanhóis. 

Tirando isso, tudo bem.

Riscos de exploração das centrais nucleares

MANIFESTO: a causa das coisas

«Os promotores da energia nuclear, como a ADN , persistem também na presunção de que o cidadão comum os irá apoiar após adequada difusão de “informação sobre factos técnica e cientificamente verificáveis” que mostrem as vantagens e a ausência de maiores riscos do que noutras formas de energia».
«Se assim é, por que motivo não convenceram já as Seguradoras a prescindir das garantias do Estado para cobrir ou limitar as indemnizações a pagar em caso de acidente nuclear?»

Delgado Domingos, Prof.Cat. I.S.T. (no Expresso de  10 de Abril de 2009)

A energia nuclear não é competitiva sem ajudas estatais

«Em termos económicos, a energia nuclear não é competitiva em nenhuma economia de mercado e depende inteiramente de subsídios estatais, directos ou indirectos, que se procuram justificar em nome de intangíveis interesses nacionais (habitualmente muito privados) ou da salvação da humanidade, como sucede com os alegados efeitos do CO2 no aquecimento global«.

(Delgado Domingos, Professor Catedrático do I.S.T. (no Expresso de 10 de Abril de 2009)

Afinal o grande argumento dos promotores do nuclear em Portugal já não é por a energia gerada a partir de um reactor nuclear ser mais competitiva mas por causa das alterações climáticas e do aquecimento global?

Será que li mal o MANIFESTO?

sábado, 17 de abril de 2010

Custos Ocultos da Energia Nuclear (2)

Além dos CUSTOS a suportar por todos nós na qualidade de contribuintes comunitários (o Orçamento da União Europeia é financiado pelas contribuições  dos Estado Membros), conforme foi escrito, aqui, ainda seremos obrigados a suportar outros CUSTOS associados se for por diante a  aventura nuclear, beneficiando uns poucos  em detrimento de quase todos.

CUSTOS A SUPORTAR PELOS CONTRIBUINTES  PORTUGUESES (que os promotores do nuclear  se recusam a pagar):

  1.  Os custos dos sistemas de segurança e dos sistemas de emergência: suportados pelo Estado e por instituições internacionais já que as seguradoras se recusam a segurar a 100% os riscos de exploração de  uma central nuclear. Mais de metade do seguro de risco pela  sua exploração é assegurado pelo Estado e pelas  instituições  internacionais e não pelas  seguradoras. Afinal, serão os riscos assim tão desprezíveis como querem fazer crer os  promotores do nuclear? 
  2. Custos de armazenamento/depósito  dos resíduos radioactivos (não existem cálculos já que, em boa verdade, não foram construídos  até hoje  depósitos para os mesmos). Os EUA, após terem gasto nove mil milhões de dólares, acabam de abandonar o projecto de depósito de resíduos de alta radioactividade no subsolo, em Yucca Mountain.  A Espanha, a Suíça, a Suécia e a Finlândia escolheram o subsolo  para depósito dos resíduos nucleares mas ainda se  encontram na fase de projecto.  O Canadá, o Reino Unido e a França ainda não fizeram a sua  opção sobre a melhor forma de depositar os resíduos das centrais nucleares. A pergunta que se coloca é a seguinte: Será que está correcto produzir resíduos adicionais, que seriam criados em resultado de um programa para construção de novas centrais nucleares, quando não existe uma solução de longo prazo para a gestão dos resíduos já existentes?” Quem vai suportar os custos da construção e manutenção dos depósitos nucleares?
  3. Custos do desmantelamento  e descontaminação das instalações das centrais nucleares no fim da sua vida útil.  Na Alemanha, o preço a ser pago para essa desactivação e isolamento de cada reactor nuclear está estimado em algo entre 7 e 14  mil milhões de Euros. Os custos de desmantelamento do parque nuclear do Reino Unido estão estimados em 100 mil milhões de Euros. 
  4. Formação, no estrangeiro, de uma equipa técnica altamente  especializada em diversos domínios,  para acompanhar os trabalhos de construção, manutenção e fiscalização de uma  central nuclear e o seu posterior enquadramento orgânico a nível de  uma nova Direcção-Geral com os custos inerentes. Este custo é tanto maior quanto menor for o país e quantas menos centrais nucleares forem instaladas. Esta questão foi, aliás, abordada por Paul Joskow do MIT que participou numa conferência em Lisboa e que concluiu não fazer sentido a instalação de um pequeno número de centrais nucleares em Portugal por este motivo (quanto mais para apenas 1 central nuclear). 
  5. Custos e constrangimentos técnicos, economicamente insustentáveis, em resultado da diminuta dimensão da rede eléctrica. Quanto menor capacidade possuir uma rede eléctrica mais  constrangimentos se irão colocar na sua  gestão  em resultado da entrada em funcionamento de  uma central nuclear. Nos ciclos  de maior produção das renováveis (hídrica, fotovoltaica e eólica) a preço marginal de mercado quase nulo, o que fazer? Desliga-se o botão da nuclear ou das renováveis? E se a nuclear for obrigada a estar parada uma boa parte do ano será que é rentável? Uma  das exigências que  os promotores fazem para a  instalação de uma  central nuclear é que a rede lhes assegure uma produção dedicada de 90% da sua capacidade instalada. Por essa razão, Israel, com uma potência instalada um pouco inferior à nossa, mas  que trata por tu a  tecnologia nuclear e que não precisa da ajuda de ninguém para construir uma central nuclear, desistiu da ideia de  construir reactores nucleares para a produção de  energia. A sua aposta é no solar fotovoltaico.
  6. Adaptação da rede eléctrica. Com a entrada em funcionamento de uma unidade, grande produtora de energia, e, no caso da central nuclear ficar situada longe dos centros de consumo, o que parece óbvio na medida em que  são centros de  grande aglomeração urbana, será necessário proceder a grandes obras na rede eléctrica para levar a energia até aos  consumidores finais.
  7. Estudos de/sobre os locais mais adequados à implantação da central nuclear mesmo aproveitando os estudos (onde já foi gasto muito dinheiro) já realizados.
  8. Consumo de água. Uma central nuclear terá de ser construída obrigatóriamente junto a um curso de água ou junto ao mar dado o consumo incomensurável de água para arrefecimento dos reactores. A Espanha chega a desligar os reactores no verão ou por falta de água ou porque a temperatura da água é tão elevada que não arrefece de modo satisfatório os  reactores.
  9. Impacto ambiental:  contrariamente ao que se anuncia,  a energia nuclear não é renovável nem verde: a produção de energia através de centrais nucleares emite  gases de efeito de estufa, responsáveis pelas alterações climáticas:  na construção da central, na exploração, no processamento e enriquecimento do urânio e no transporte dos resíduos para processamento ou armazenagem. Os níveis calculados de emissão em termos de ciclo de vida colocam uma central nuclear numa situação pior que uma central a gás natural e 4 a 5 vezes mais que um parque eólico de idêntica dimensão. Consome  40 vezes mais água que uma central térmica equivalente.
  10. Riscos de fugas radioactivas no subsolo ou na atmosfera por efeito de um atentado terrorista ou de  um terramoto com consequências  imprevisíveis. O que não acontece com os parques eólicos. Já alguém imaginou um ataque terrorista a uma torre eólica?



    quarta-feira, 14 de abril de 2010

    Custos Ocultos da Energia Nuclear

    CUSTOS A CARGO DOS CONTRIBUINTES COMUNITÁRIOS

    Orçamento Geral da União Europeia para  2010            
      (ajudas ao sector nuclear da União Europeia)

    Desmantelamento nuclear   ................     255.000.000,00 €
    Instrumento para a Cooperação no domínio da Segurança
     Nuclear (ICSN)  ........ .......................         70.452.882,00 €
    Instrumento de Estabilidade, do ICSN e do
    Instrumento Financeiro para a Protecção
    Civil   .................................................     305.000.000,00 €
    Energia Nuclear   ..............................  .    277.700.000,00 €
    Investigação: Euratom — Cisão nuclear e protecção contra
     radiações   ........................................  .     49.260.000,00 €
    Investigação: Euratom: Obrigações históricas resultantes das
    actividades nuclear esrealizadas pelo Centro Comum de
    Investigação no âmbito do Tratado
    Euratom   .............................................      32.600.000,00 €
    TOTAL     ...........................................     990.012.882,00 €

    Sétimo Programa-Quadro da Comunidade Europeia da Energia
    Atómica de actividades de investigação e formação em matéria
    nuclear (2007 a 2011)  .....................    6.341.000.000,00 €

    «No que respeita à actividade «Energia nuclear», as prioridades continuarão centradas no desenvolvimento sustentável (segurança das instalações nucleares e gestão segura e eficiente dos resíduos nucleares) e na protecção dos cidadãos (salvaguardas nucleares e protecção contra as radiações)».
    «O grande número de instalações nucleares existentes na União Europeia alargada e o renovado interesse pela opção nuclear em vários Estados-Membros implicam o reforço das inspecções,
    a manutenção da gestão dos fundos de desmantelamento [em parte geridos pelo Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD)] e a adaptação do enquadramento jurídico».
    «O quadro relativo às normas de protecção contra as radiações será actualizado e simplificado, devendo a aplicação do quadro regulamentar sobre segurança nuclear ter início em 2010, após a sua eventual adopção pelo Conselho. Os outros domínios de acção prendem-se com a cooperação com a Agência Internacional da Energia Atómica, o aprovisionamento em materiais nucleares e a aplicação dos acordos internacionais da Euratom».
    (extracto do Orçamento Geral da União Europeia)

    segunda-feira, 12 de abril de 2010

    A Energia Nuclear é barata?

    O caso brasileiro
    Já foram gastos no programa nuclear brasileiro, até hoje, mais de 40.000 milhões de dólares. E quais os resultados palpáveis para a economia do Brasil e bem-estar dos brasileiros deste gasto colossal de dinheiros públicos?

    Após 40 anos de hesitações e muitas discussões, construíram-se duas centrais nucleares (Angra 1 com potência instalada de 657 MW e Angra 2 com potência instalada de 1.300 MW) que produzem o equivalente a 2% da electricidade consumida no Brasil. Está prevista, para breve, a entrada em funcionamento de uma nova central nuclear – Angra 3 com capacidade instalada de 1.000 MW - que irá produzir o equivalente a 1% do consumo total de energia do país.

    O dinheiro já gasto em Angra 3, parada desde 1986 e cuja construção foi retomada em 2008, investido em parques eólicos, dava para instalar mais do dobro de potência eléctrica , em 1/3 do tempo (2 anos), sem a produção de resíduos altamente radioactivos, sem riscos de acidentes ambientais graves e criando-se 32 vezes mais empregos.

    Entretanto, ¾ do potencial de energia hídrica do Brasil está por explorar, apesar do país se poder vangloriar, e com razão, nos areópagos mundiais, como o faz Lula da Silva, de ser de origem renovável (hídrica) 85% da electricidade produzida.

    Pergunta-se: porque razão entrou, e se atolou, o Brasil na aventura nuclear? Os militares têm a resposta.
    Em 1985, 1/3 da dívida externa do país derivava do programa nuclear brasileiro.

    Custo de Angra 3:
    7,2 mil milhões de Reais segundo a Electrobras (e sem se contabilizarem os custos ocultos, suportados pelo Estado, de que falaremos noutro post). Fontes independentes falam em 9,5 mil milhões de Reais a que acresce 1,5 mil milhões de Reais já gastos, até agora, e não contabilizados.

    A dupla Eletronuclear/Eletrobrás publicita com grande alarde uma tarifa de R$ 138/MWh para a energia que irá ser produzida em Angra 3.

    Ora, no último leilão brasileiro para a instalação de parques eólicos, realizado em Dezembro de 2009, foi negociada uma tarifa média de R$ 148/MW (cerca de 60 Euros)  para e electricidade produzida nesses parques e vendida à rede eléctrica.

    Apesar de, como disse a principal responsável da EDP Renováveis, o custo da energia eólica no Brasil, devido aos altos impostos a que está sujeita a importação do equipamento (que não existe no país) e outros custos relativos a licenciamentos, ser superior à média mundial em 40%.
    Palavras para quê?